Aos 58 anos, Maria enfrenta um câncer de mama com metástases após adiar a investigação de um nódulo; hoje, compartilha sua história para alertar outras mulheres sobre a importância de buscar atendimento o quanto antes.

Foto – Arquivo pessoal
Maria Vaneide Oliveira Genuino, de 58 anos, é casada e mãe de uma filha. Sua história com o câncer de mama começou com a descoberta de um caroço que, apesar de perceber que estava crescendo, ela demorou a investigar. O luto pela perda da filha também marcou aquele período e dificultou que olhasse para a própria saúde.
Em 2022, Maria já havia identificado uma microcalcificação na mama direita, mas não deu continuidade aos cuidados. Anos depois, ao perceber o nódulo, continuou adiando a consulta. Foi após sonhar com a filha falecida, que interpretou como um incentivo para procurar ajuda, que decidiu mostrar a alteração à médica.
Os exames confirmaram o câncer. A notícia de que a doença estava em estágio avançado foi um dos momentos mais difíceis. Depois, veio outra informação que a abalou: o câncer havia se espalhado para o pulmão. Exames também identificaram comprometimento em regiões como lombar, bacia, costelas, ombros e crânio.
Diante do impacto emocional, Maria procurou acompanhamento psicológico. Ao longo do processo, encontrou acolhimento no trabalho, entre familiares e amigos. As mensagens de apoio, inclusive de pessoas com quem não tinha contato havia muitos anos, mostraram a ela o quanto era querida.
Quimioterapia mudou a rotina
O início do tratamento foi marcado por efeitos colaterais. Maria conta que sentiu mal-estar já na primeira sessão e, na segunda, perdeu os cabelos, situação que provocou muito choro. A perda de peso, as náuseas, a falta de apetite, as dores na região do estômago e a insônia também passaram a fazer parte da rotina.
A doença afetou ainda sua vida profissional. Atualmente, ela está afastada do trabalho e recebe auxílio-doença. Com a redução da renda, a família enfrenta dificuldades financeiras, especialmente porque alguns medicamentos precisam ser comprados.
Em casa, Maria precisa evitar esforços físicos, aglomerações e situações que possam comprometer sua imunidade. O cansaço frequente e as mudanças na aparência também mexeram com sua autoestima.
Mesmo diante dos desafios, ela destaca a fé em Deus e o apoio das pessoas próximas como fontes de força para continuar. O marido a acompanha desde o início, e familiares ajudam nas tarefas domésticas.
Um alerta para outras mulheres
Neste Outubro Rosa, Maria deixa um recado para quem percebe alguma alteração nas mamas ou sente medo de procurar atendimento: não adiar a investigação.
“Eu diria às mulheres que estão com medo para irem o quanto antes, para não ser tarde. Quanto antes forem, melhor para a cura e o tratamento”, afirma.
Às mulheres que já enfrentam a doença, sua mensagem é de perseverança e esperança. “É seguir em frente, ter muita fé em Deus e muita força”, diz.
A história de Maria reforça a importância de procurar avaliação médica diante de alterações nas mamas e de manter o acompanhamento de saúde. O diagnóstico e o tratamento precoces podem ampliar as possibilidades de tratamento, embora cada caso tenha suas particularidades.




