A primeira Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Pires foi entregue nesta terça-feira (29). A unidade foi denominada Delegacia de Defesa da Mulher Dra. Maria Sidney Midolla, em homenagem à advogada que participou da luta pela implantação do serviço no município.
A história da reivindicação, porém, começou há mais de três décadas. Em 1994, a advogada Sonia Garcia acompanhou a articulação pela implantação da unidade na cidade.
Nos anos seguintes, a cobrança continuou envolvendo diferentes administrações, vereadores, mulheres organizadas, Conselho Municipal da Mulher, OAB, Coordenadoria da Mulher, movimentos sociais, CONSEG, GCM e outros representantes da sociedade civil.
Em 2020, o então vereador Thiago Aurichio também solicitou a criação da unidade. Em agosto de 2025, foram destinados R$ 600 mil para a construção da sede.
A partir de 2025, a cobrança e o diálogo com a Promotoria de Justiça de Ribeirão Pires, com atuação do promotor Jonathan Vieira de Azevedo, ganharam força e foram determinantes para o avanço da implantação de uma estrutura física e presencial para o atendimento especializado, já que o serviço funcionava de forma remota.
Em junho de 2025, uma comitiva formada pelo promotor Jonathan Vieira de Azevedo, pelo prefeito Guto Volpi e pela presidente do CONSEG, Carla Soares, esteve na Secretaria de Segurança Pública do Estado para apresentar as demandas do município.
A trajetória mostra que a implantação da DDM foi construída por diferentes atores ao longo dos anos, atravessando administrações, governos e instituições.
O prédio foi entregue nesta terça-feira (29), mas o atendimento às mulheres está previsto para começar em novembro.
A unidade deverá oferecer atendimento especializado, humanizado e acolhedor às mulheres vítimas de violência de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.




