Gabriel Lima da Silva teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após acidente que matou um casal e a filha de 5 anos; ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e apresentava sinais de embriaguez, segundo a polícia.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Justiça manteve preso o motorista Gabriel Lima da Silva, acusado de provocar o grave acidente que matou uma família na Rodovia Castelo Branco, em Osasco, na Grande São Paulo. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia.
As vítimas são Eleandro conhecido como Bauru de 27 anos, Luana Carrilho de 32 anos e a filha Ana Luiza, de 5 anos. A família retornava do interior paulista para Ribeirão Pires quando o veículo em que estava foi atingido na traseira pelo carro conduzido por Gabriel.
Segundo a Polícia Militar, o motorista apresentava sinais evidentes de embriaguez, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro. Dentro do veículo dele, os policiais encontraram uma lata de cerveja.
Testemunhas relataram que Gabriel dirigia em alta velocidade e de forma perigosa momentos antes da colisão.
Com o impacto, o carro da família pegou fogo. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas as chamas consumiram rapidamente o veículo, impossibilitando o resgate das vítimas.
A identificação das vítimas será realizada por meio da análise da arcada dentária ou por exame de DNA. Até o momento, não há previsão para a conclusão dos procedimentos periciais nem para a liberação dos corpos aos familiares.
O caso causou grande comoção nas redes sociais, onde amigos e parentes prestaram homenagens à família.
Gabriel já havia sido encaminhado anteriormente ao Instituto Médico Legal (IML) por suspeita de dirigir sob efeito de álcool. Neste caso, ele foi preso por homicídio culposo na direção de veículo automotor, mas as circunstâncias do acidente e seu histórico levantam discussões sobre a possibilidade de enquadramento por dolo eventual, quando o condutor assume o risco de provocar a morte.
A decisão da Justiça de converter a prisão em preventiva levou em consideração a gravidade do caso e a necessidade de garantir a ordem pública e o andamento das investigações.


