Ex-secretário de Rio Grande é detido, mas liberado após contramandado judicial

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Gilmar Miranda de Almeida Yamada, ex-secretário de Governo nas gestões Penha Fumagalli e Gabriel Maranhão, foi detido nesta quarta-feira (27), na região central de Rio Grande da Serra, mas acabou liberado após apresentação de um contramandado judicial.

Reprodução/Redes Sociais

Gilmar Miranda de Almeida Yamada, ex-secretário de Governo de Rio Grande da Serra, foi detido na tarde desta quarta-feira (27), na região central da cidade, após averiguação relacionada a um mandado de prisão expedido anteriormente pela Justiça. No entanto, ele acabou sendo liberado porque havia um contramandado judicial em vigor.

O mandado de prisão havia sido expedido no dia 30 de março pelo juiz Oto Sérgio Silva de Araújo Júnior, da Unidade Regional do Departamento Estadual de Execução Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), após negativa de habeas corpus.

Gilmar foi condenado a quase cinco anos de reclusão pelo crime de extorsão. Na sentença, o magistrado informou que o mandado de intimação havia sido cumprido, porém o sentenciado não foi recolhido à unidade prisional, tornando necessária a expedição da ordem de prisão para cumprimento da pena.

Segundo informações publicadas pelo DGABC, a Justiça entendeu que Gilmar Miranda cometeu extorsão contra a esposa de um ex-vereador de Rio Grande da Serra. Conforme o processo, a vítima teria pegado R$ 23 mil emprestados com o condenado, com juros entre 12% e 15%. Ainda de acordo com a ação, após atrasos nos pagamentos, o ex-secretário passou a ameaçar a mulher.

No processo, a vítima anexou a transcrição de conversas nas quais Gilmar exigia os valores sob ameaça. Em um dos trechos, ele afirma que daria um “sinalzinho”, mandando cortar o cabelo do filho da vítima “só pra ela ver”. O processo também aponta diálogos em que o ex-secretário diz que a mulher, por ser “mau caráter”, deveria estar no cemitério e questiona se a vida da família dela “valia tudo aquilo”.

Esse não é o primeiro caso envolvendo Gilmar Miranda. O ex-secretário já foi investigado e respondeu judicialmente por ameaça, lesão corporal, injúria, corrupção passiva, dano ao patrimônio, resistência e desacato.

Além disso, uma servidora da Câmara Municipal de Rio Grande da Serra registrou boletim de ocorrência por violência doméstica contra Gilmar. Segundo o relato, após o fim do relacionamento, ele teria iniciado ameaças e perseguições.

A defesa do ex-secretário não foi localizada pela reportagem.