Enquanto o governo municipal enfrenta críticas por falta de transparência e intervenções sem aviso prévio, o prefeito Guto Volpi esta em viagem, deixando a gestão das crises para o primeiro escalão.

As intervenções de requalificação viária no Centro de Ribeirão Pires voltaram a ser alvo de polêmica nesta quarta-feira (8). Após a Justiça determinar a paralisação dos trabalhos no calçadão da Rua do Comércio, a municipalidade iniciou, sem qualquer divulgação ou comunicado oficial, obras na Rua Euclides da Cunha, nas proximidades da loja Di Gaspi.
A movimentação surpreendeu funcionários e responsáveis pelo estabelecimento comercial. Segundo informações, a intervenção ocorria em um local diferente do que havia sido previamente informado à loja pela Prefeitura, divergindo das orientações passadas aos responsáveis. A ação incluiu a retirada de placas e grades, gramas e plantas de uma área preservada pelo estabelecimento.
A loja Di Gaspi investiu cerca de R$ 50 mil no jardim, que abriga pés de jabuticaba avaliados em R$ 7.000,00 cada, sendo que a manutenção mensal do espaço é custeada pela própria empresa. O episódio gerou questionamentos imediatos sobre o protocolo de condução dos trabalhos por parte da administração municipal.
A vereadora Fernanda Henrique (PT) esteve no local para fiscalizar a ação e identificou possíveis irregularidades técnicas. A principal delas foi a ausência da placa informativa do canteiro de obras, item exigido por lei que deve detalhar os responsáveis técnicos, a empresa executora, o número do contrato e o cronograma do projeto. Por lei, a intervenção só deve ser iniciada após a fixação deste equipamento, que garante a transparência pública.
Após o diálogo entre a parlamentar e um dos responsáveis pela execução, a obra foi interrompida. A expectativa é que o canteiro seja regularizado com a instalação da placa nesta quinta-feira (9). A intervenção na Rua Euclides da Cunha integra o pacote de mudanças que visa transformar a via em mão dupla para facilitar o fluxo em direção à Avenida Kaethe Richers e à Rua João Domingues de Oliveira. Essa alteração é parte complementar ao projeto de abertura do calçadão para automóveis, cujas obras seguem paralisadas por liminar judicial.


