Ribeirão e Rio Grande terão bases do SAMU; regulação segue em Mauá

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O assessor especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Saúde e representante do Governo Federal no ABC, Humberto Tobé, esteve em Ribeirão Pires nesta quinta-feira (12). Durante a agenda, Tobé visitou a UPA Santa Luzia e o Hospital São Lucas – Unidade Santa Luzia, acompanhado do secretário municipal de Saúde, Clóvis Volpi.

O assessor também esteve na Câmara Municipal, onde participou da sessão, e o principal ponto do debate foi a chegada das novas ambulâncias do Samu em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Base em Ribeirão e Rio Grande e regulação em Mauá

De acordo com o assessor Humberto Tobé, deverão funcionar bases do Samu em Ribeirão Pires e em Rio Grande da Serra. Em Ribeirão, a base deverá ser instalada ao lado da UPA Santa Luzia.

A base é um ponto estratégico e descentralizado que opera 24 horas por dia, onde ficam posicionadas as ambulâncias e as equipes formadas por médicos, enfermeiros, técnicos e condutores.

Já a regulação — processo de triagem e coordenação realizado por médicos 24 horas por dia, que recebem as chamadas pelo número 192, avaliam a gravidade dos casos e definem o melhor recurso (orientação por telefone, ambulância básica ou UTI móvel) — continuará sendo feita em Mauá.

Assim, Mauá seguirá recebendo as ligações de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra e direcionará as ocorrências para as ambulâncias que estarão estacionadas nas duas cidades.

Outra proposta discutida envolve a criação de uma base do Samu em Paranapiacaba, distrito de Santo André. A ideia é que uma ambulância fique responsável pelo atendimento em Paranapiacaba, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, ampliando a cobertura regional. Com isso, a região poderá contar com três ambulâncias para atendimento.

Como alternativa para garantir a sustentabilidade financeira do serviço, Tobé afirmou que discutiu o tema com o prefeito Guto Volpi. A proposta é que Ribeirão Pires possa produzir, faturar e, com base na média histórica de atendimentos, solicitar recursos federais para custeio, evitando prejuízos ao município.

“Primeiro vem a ambulância, depois o custeio da equipe e depois nós vamos brigar para que venha a regulação”, declarou Tobé. Ele ainda utilizou uma metáfora para explicar os desafios do sistema: “O SUS é igual feijão, só funciona na pressão”.

A reunião desta sexta-feira deverá oficializar a chegada das novas ambulâncias enviadas pelo Governo Federal e definir os próximos passos para a implantação do serviço na região.