Parlamentar critica decisão do Ministério Público e defende que demolição descaracteriza espaço histórico para dar lugar a serviços que podem ser cobrados, como estacionamento.

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A vereadora Fernanda Henrique (PT) anunciou que irá contestar formalmente o arquivamento do procedimento do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que analisava a demolição do palco no Complexo Turístico Vila do Doce. A decisão da Promotoria de Justiça de Ribeirão Pires, proferida em 20 de janeiro de 2026, concluiu que não houve irregularidades na intervenção, aceitando o argumento da Prefeitura de que a medida foi preventiva após o desabamento de quiosques próximos.
Para a parlamentar, no entanto, a questão transcende a segurança estrutural. Fernanda Henrique argumenta que a demolição fere a memória afetiva e a identidade cultural da cidade. “A demolição do palco não é apenas sobre cimento e pedra. É sobre a história de apresentações e a potência que um espaço público tem quando é bem cuidado”, afirmou a vereadora. Ela questiona o projeto da atual gestão, que prevê a instalação de serviços e estacionamento no local, o que, segundo seu mandato, prioriza a exploração financeira em detrimento do convívio democrático.
Apesar de o MP ter seguido as recomendações técnicas da Defesa Civil Municipal, a vereadora insiste que o setor cultural e a economia criativa de Ribeirão Pires precisam de respostas claras. A oposição defende que transformar uma área de cultura em uma zona de passagem ou de serviços cobrados descaracteriza um dos principais pilares do centro da cidade. Com a contestação, o caso pode ganhar novos desdobramentos nas instâncias superiores do Ministério Público.


