Merendeiras denunciam atrasos e falta de pagamento de benefícios

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Trabalhadoras relatam atrasos salariais e a suspensão de benefícios em unidades da rede estadual de ensino de Ribeirão Pires.

Foto: Reprodução/Google Maps

Merendeiras que atuam em escolas da rede pública estadual estão denunciando uma série de irregularidades cometidas pela empresa CML Alimentos Ltda, responsável pela prestação de serviços de alimentação escolar para o Governo do Estado de São Paulo. Segundo as denúncias, as funcionárias enfrentam atrasos constantes nos salários e o não pagamento de benefícios essenciais, como férias, vale-transporte e vale-refeição.

A situação também envolve o plano de saúde. De acordo com os relatos, a empresa realiza o desconto referente ao convênio médico diretamente nos salários das colaboradoras, mas não efetua o repasse à operadora de saúde. “Vamos usar e passamos vergonha porque não está pago”, desabafou uma denunciante sob condição de anonimato. A prática, além de impedir o atendimento médico, pode ser configurada como apropriação indébita.

Histórico de Promessas e Silêncio

As trabalhadoras afirmam que a gerência da CML Alimentos chegou a informar diversas datas para a regularização dos pagamentos pendentes, porém, nenhum dos prazos foi cumprido. Além do impacto financeiro, o atraso no vale-transporte compromete a chegada das profissionais às unidades escolares.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) que em nota respondeu:

A Unidade Regional de Ensino de Mauá informa que todos os repasses financeiros foram realizados de forma rigorosa. A empresa terceirizada será notificada pelo descumprimento de cláusulas contratuais. Caso a situação persista, poderá ser instaurado processo administrativo, que pode resultar na rescisão unilateral do contrato.
A URE Mauá permanece à disposição da comunidade escolar para mais informações.

Tentamos contato com a CML Alimentos Ltda para questionar o motivo dos atrasos. Até o fechamento desta edição, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação e o texto será atualizado assim que houver retorno oficial.