Maramores, na Vila Bocaina, é citado em investigação contra o PCC.

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Postos de combustíveis e uma rede de hotéis e motéis em várias cidades de São Paulo estão sob investigação do Ministério Público e da Receita Federal por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). Documentos obtidos pelos órgãos apontam que a facção criminosa opera com contadores próprios e que um dos investigados possui procuração de mais de 200 empresas do ramo junto à Receita Federal.
Entre os 60 estabelecimentos supostamente ligados ao grupo, está o Maramores Empreendimentos Hoteleiros, localizado na Avenida Humberto de Campos, Vila Bocaina, em Ribeirão Pires. Também foram citados o Sunny Empreendimentos Hoteleiros Ltda e o Motel Casual, em Santo André, além do Marine Empreendimentos Hoteleiros, em São Bernardo do Campo.
Segundo o Ministério Público, somente os motéis movimentaram cerca de R$ 450 milhões entre 2020 e 2024. Nesta quinta-feira (25), uma nova etapa da operação mirou o esquema envolvendo exploração de jogos de azar e comércio de combustíveis adulterados. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em 35 endereços.
As investigações tiveram início após a apreensão de máquinas de cartão em jogos ilegais em Santos, vinculados a postos de combustíveis. A análise financeira mostrou que os valores eram direcionados para uma fintech, usada para ocultar a origem e o destino do dinheiro. Essa instituição já havia sido alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto, que expôs movimentações suspeitas de até R$ 17,7 bilhões.
De acordo com o MP, foi identificada uma rede complexa de pessoas físicas e jurídicas que dava suporte ao esquema, envolvendo empresas de hotelaria, postos de combustível e instituições de pagamento. Esses negócios mantinham contabilidades paralelas para dificultar o rastreamento do dinheiro ilícito.


