Obra avança em área tombada sem autorização do Condephaat.

Foto: Diário de Ribeirão Pires
A Prefeitura de Ribeirão Pires deve investir até R$ 300 mil no transporte de dois vagões ferroviários desativados, repassados pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Os veículos pertencem à Série 2100 (carro 2132) e à Série 5000 (carro 5060), ambos considerados inservíveis. Em 2001, 127 vagões dessas séries foram colocados em leilão, já em condições bastante precárias.
Além dos vagões, a CPTM doou ao município 134 metros de trilhos, 101 dormentes e mais de 2 toneladas de sucata ferrosa de via permanente. Esses materiais deverão ser utilizados para a montagem da estrutura que abrigará os vagões em espaço público da cidade.
De acordo com os termos estabelecidos, a retirada e o transporte dos vagões e materiais devem ser realizados pela própria Prefeitura, diretamente do Pátio da Lapa, em São Paulo. No entanto, até o momento, o contrato de doação não foi localizado no portal oficial do município.
Outro ponto que levanta questionamentos é o local da obra: a antiga Fábrica de Sal, tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico). Até agora, não existe autorização do órgão para a instalação da estrutura no espaço.
Em nota enviada ao DiárioRP, a diretoria do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural informou que solicitou esclarecimentos à Prefeitura e irá analisar a regularidade da intervenção, que segue sendo realizada de forma irregular no local tombado.


