Funcionárias da USF Santa Luzia sofrem ameaças; homem é levado à polícia

Publicidade

Idoso de 63 anos teria ofendido e ameaçado funcionárias; caso foi registrado como desacato.

Foto: DiárioRP

Na manhã desta quinta-feira (28), por volta das 10h38, um homem de 63 anos foi detido após provocar tumulto na Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Santa Luzia, localizada na Rua Professor Antônio Nunes, 541, em Ribeirão Pires.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada via CECOM para atender a denúncia de um indivíduo em atitude violenta, que estaria proferindo ofensas contra duas funcionárias publicas, de 44 e 38 anos, da unidade.

Ao chegarem ao local, os guardas confirmaram a denúncia com as vítimas, que relataram as ameaças e xingamentos. O autor foi encontrado visivelmente alterado e, ao ser abordado, se recusou a fornecer seus dados pessoais, alegando que os agentes “não possuíam poder de polícia”. Mesmo após solicitação formal de identificação, o homem permaneceu irredutível, afirmando que não iria se identificar ou apresentar documentos.

Diante da recusa e da conduta agressiva, os GCMs conduziram o indivíduo até a Delegacia de Polícia de Ribeirão Pires.

Segundo informações, não é a primeira vez que o idoso profere xingamentos contra funcionárias da unidade. Nesta ocasião, além das ofensas, ele teria feito ameaças, o que levou as servidoras, temerosas, a acionarem a GCM. No local de atendimento não há qualquer proteção, como divisórias ou vidro, o que aumenta a preocupação das profissionais em relação ao risco de agressões físicas.

O caso foi registrado na Delegacia de Ribeirão Pires como desacato e será investigado.

Agressões contra profissionais de saúde na região
Nos últimos meses, têm sido registrados diversos episódios de agressões verbais e físicas contra profissionais de saúde. Servidores relatam situações de hostilidade em unidades básicas e hospitais, geralmente motivadas por insatisfação com filas, demora em atendimentos, falta de vagas ou recusa em dar atestado. A categoria cobra maior segurança nos postos de saúde e hospitais para evitar que novos casos se repitam.