Conta de luz ficará mais cara a partir de sexta-feira (4)

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira um reajuste tarifário médio de 13,94% para a distribuidora Enel São Paulo.

Reajuste da Enel começa a valer nesta sexta (4). Foto: Helena Santos\SVM

A partir desta sexta-feira (4) entra em vigor o reajuste anual da tarifa de energia elétrica da Enel São Paulo, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O aumento atinge cerca de 8 milhões de unidades consumidoras na capital e na região metropolitana.

Os clientes residenciais, ligados em baixa tensão, terão um acréscimo médio de 13,26% nas contas de luz. Já os consumidores industriais ou comerciais, ligados em alta tensão, sentirão um impacto ainda maior: 15,77%.

A Enel São Paulo é uma das maiores distribuidoras de energia elétrica do país, com faturamento anual estimado em R$ 22 bilhões.

Segundo a Aneel, os encargos setoriais foram os principais responsáveis pelo aumento, com impacto de 6,44% no índice total. Houve destaque para a elevação de 30% no encargo da CDE Uso, que financia programas como a tarifa social de energia, ampliada pelo governo em 2024.

Outro fator que pressionou a tarifa foi a retirada de componentes financeiros utilizados no reajuste anterior, com efeito de 7,97%. A chamada “parcela B”, referente aos custos operacionais das distribuidoras, respondeu por mais 1% do índice.

 Impacto na inflação

De acordo com nota técnica da corretora Warren Rena, o reajuste da Enel deve pressionar a inflação de julho, já que a distribuidora representa cerca de 80% da amostra de energia elétrica pesquisada pelo IBGE em São Paulo e é responsável por quase um terço do peso da energia no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

A estimativa da corretora é de que o impacto seja de 4 pontos-base no IPCA de julho, elevando a projeção do índice mensal de 0,25% para 0,30%. No acumulado do ano, a projeção sobe de 4,91% para 4,95%.