Vice diz que a área pertencente à Cohab está estagnada desde 1970, o assunto é discutido entre a vice-prefeita e o presidente da Cohab.

A valorização turística é uma das principais apostas da cidade nesta gestão. Foto: Divulgação/PMRGS
A Prefeitura de Rio Grande da Serra pretende criar rota turística entre a Pedreira, a Capelinha Santa Cruz e a Estação de Rio Grande da Serra para girar a economia. A área de 656 m², localizada entre os bairros Pedreira, Vila Conde e Parque Linear, pertence desde 1970 à Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo). De acordo com a vice-prefeita Vilma Marcelino (PSDB), caso a atração saia do papel, a cidade deve aumentar em cerca de 5.000 seus turistas por mês. A reportagem é do Diário do Grande ABC.
O assunto é discutido entre a vice-prefeita e o presidente da Cohab, Diego Soares. A ideia da tucana é entregar documentações que justifiquem a negociação nos próximos dias. “Nosso desejo é que a área seja nossa ainda este ano ou no mais tardar em 2026. O bairro, neste tempo, ficou sem evolução; moradores sem documentação organizada”, revela a tucana.
A gestão estima que a área, que se formou em torno da antiga Pedreira, que funcionou de 1927 a 1970, tenha hoje cerca de 2.000 habitantes. Uma das ideias é realizar censo da população local para a entrega de equipamentos públicos de saúde e educação na área, hoje inexistentes. “Por ter ficado parada (sem investimentos), estes serviços hoje são buscados na Vila Niwa, vizinha”, esclarece a vice-prefeita.
TURISMO
A valorização turística é uma das principais apostas da cidade nesta gestão. Dois meses antes da posse, o prefeito Akira Auriani (PSB) escolheu para comando da pasta de Desenvolvimento Econômico e Turismo André Caparroz. Segundo o departamento, entre outras ideias para o setor, em breve devem ser anunciados projetos para fomentar os potenciais locais e a agricultura familiar.
A partir da negociação, um dos primeiros passos da Prefeitura, segundo Vilma, deve ser a regularização e incentivo do rapel realizado por aventureiros na Pedreira. Em geral, o plano é considerado o pontapé para que sejam expandidos os atrativos da cidade com a criação de uma rota turística em Rio Grande. Em princípio, estariam valorizados como pontos para visitação a Capelinha Santa Cruz, de 1611, e a Estação de Rio Grande da Serra, de 1867.
A proximidade com outros pólos de festivais na região, como Paranapiacaba e em Rio Grande da Serra, inspiraram o projeto. “Hoje, descem na estação de Rio Grande e não ficam na cidade, por exemplo. Mas estamos no meio disso”, reflete ela.
Se o projeto sair do papel, a estimativa da Prefeitura é que cerca de 5 mil turistas apreciem a história da cidade e movimentem indiretamente a economia rio-grandense. “O ponto que defendemos com esta proposta, que está sendo apresentada para embasamento na Cohab e també é tratada na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), é a valorização histórica. Até mesmo muitos moradores daqui desconhecem e temos fé de que isso mudará para melhor”, finaliza.


