Marcolino denuncia na Alesp decreto de Guto Volpi que restringe transporte escolar

Publicidade

Parlamentar do PT levou denúncia à Alesp e afirmou que crianças enfrentam trajetos perigosos para chegar à escola.

Deputado se une a mães de Ribeirão Pires na luta contra corte no transporte escolar. Foto: Assessoria deputado

O deputado estadual Luiz Marcolino (PT) participou da sessão da Câmara de Vereadores de Ribeirão Pires no dia 20 de fevereiro e conversou com mães que lutam contra o Decreto nº 7.527, assinado pelo prefeito Guto Volpi (PL). A medida restringe o acesso ao Programa de Transporte Escolar Gratuito (TEG), permitindo o benefício apenas para estudantes de até 11 anos que residam a mais de dois quilômetros da escola.

Durante sua fala na Alesp, Marcolino destacou as dificuldades enfrentadas pelas crianças afetadas pelo decreto e classificou a medida como “absurda”. “Para ir à escola, agora elas enfrentam ruas e trilhas de terra esburacadas, sem calçada, com mato alto e a rodovia Índio Tibiriçá, em trechos sem acostamento, sem calçada e sem faixas de pedestre. E, na volta, após o fim das aulas às 18h, caminham por esses mesmos locais, só que sem iluminação”, denunciou o deputado.

O parlamentar também criticou a falta de diálogo da Prefeitura com os pais e mencionou um vídeo em que o secretário de Educação, Raphael Volpi, fala sobre supostas fraudes no transporte escolar e que vai investigar às mães, o que teria causado indignação entre as mães. Ele ressaltou a mobilização das mães para pressionar pela revogação imediata do decreto e pelo restabelecimento do transporte gratuito para todas as crianças que precisam.

Marcolino reafirmou seu compromisso com às mães e encaminhou um ofício ao prefeito solicitando a revogação da medida. Além disso, pediu que seu discurso fosse enviado à Secretaria de Educação de Ribeirão Pires, ao prefeito, ao Fundo de Desenvolvimento da Educação (FDE) e à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. O deputado criticou a justificativa do governo municipal de que a restrição foi baseada em um decreto estadual. “O governo estadual toma uma decisão prejudicial e de maldade com às crianças e a Prefeitura se acoberta nela para negar transporte às crianças”, afirmou.

Atualmente, 98 crianças ainda estão sem acesso ao transporte escolar na cidade.