Alzira Sugae, que completou 70 anos em março deste ano, celebrou a vida cercada por familiares e amigos, mas sua trajetória foi marcada por um grande desafio: o câncer de mama.
Há muitos anos, Alzira fazia exames preventivos regularmente. Nos últimos anos, já haviam aparecido nódulos em estágio inicial, o que demandava acompanhamento anual. No ano passado, ao sentir um caroço próximo ao mamilo, ela ficou alarmada. “Tinha notado algo diferente, mas achei que era da idade. No dia seguinte, já tinha consulta marcada e fui encaminhada para exames”, relembra.
O diagnóstico foi um tumor maior que o esperado, e o susto veio ao perceber o rápido crescimento do câncer. “Eu não sentia dor ou qualquer outro sinal. Foi surpreendente ver o quanto ele cresceu em pouco tempo.”
Aceitar a doença foi um passo crucial para Alzira. “Relembrar possíveis causas é importante, mas aceitar é fundamental. Depois de aceitar, comecei a correr atrás de mais exames, biópsias, e consultar profissionais de confiança.”
O tratamento incluiu seis sessões de quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Alzira não deixou que o câncer paralisasse sua vida. Ela manteve sua rotina de pilates, aumentando a frequência durante o tratamento. “Claro que havia dias de fadiga, mas eu descansava quando necessário”, conta ela, que também seguiu uma alimentação regrada, mesmo com o paladar alterado pela quimioterapia. “Eu sabia que precisava me alimentar e fazia isso sem pensar no gosto.”
O apoio dos filhos, Vinícius e Carol, foi fundamental. Eles se dedicaram a entender mais sobre o câncer de mama e ajudaram a mãe a enfrentar a doença com mais tranquilidade. “Eles mergulharam no processo, me dando todo suporte e conforto.”
Hoje, Alzira celebra um diagnóstico de cura, mas continua tomando medicamentos preventivos por dez anos. Ela acredita que o equilíbrio entre atividade física, alimentação saudável, sono e uma mente positiva foram determinantes para sua vitória.
“É fundamental sair da condição de ‘vítima’. Espero que minha história inspire outras mulheres e seus familiares a enfrentar o câncer com coragem e resiliência”, finaliza Alzira.


