Caso clínica de reabilitação: internos eram frequentemente agredidos

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O proprietário da clínica de reabilitação para dependentes químicos Libertar, Douglas Navarro, acusado de agredir os internos na última sexta-feira (01), teve prisão preventiva decretada por lesão corporal, ameaça, sequestro e cárcere privado. A Clínica, localizada na Estrada Vereadora Mercedes D’Orto, em Ouro Fino, estava em processo de desocupação por ordem judicial.

Além do ocorrido, os conviventes do local relataram que eram agredidos frequentemente com cintas e colocados em um “quartinho” em caso de desobediência. Eles também recebiam uma espécie de “danoninho” contendo diversos remédios calmantes e ficavam dopados por dias. Uma das vítimas relatou que os internos eram ameaçados antes das visitas dos familiares. Já um outro interno afirmou que os funcionários do local dormiam com facas e, caso acontecesse algo, iniciavam ameaças com o objeto e ameaças psicológicas.

Segundo os familiares, o dono do local cobrava R$ 1.000 pela internação e R$ 100 pela lavanderia. Os conviventes também relataram que muitas vezes, as refeições servidas no local estavam estragadas e eles tinham que consumir em um tipo de lanchonete que existia no local, mas seus familiares precisavam pagar pelos alimentos consumidos.

No dia do ocorrido, os internos souberam que o local seria fechado pela prefeitura, uma vez que apresentava diversas irregularidades. Douglas alegou que levaria os pacientes para um outro local, possivelmente clandestino, o que motivou uma tentativa de fuga entre eles. Durante a ação, o proprietário começou a agredir e tentou atropelar os internos. Muitos precisaram de atendimento médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Luzia e outros foram encaminhados para realizar exames junto ao IML (Instituto Médico Legal).

Douglas teve prisão em flagrante convertida em preventiva por diversos crimes, mas recebeu liberdade provisória. Os pacientes ainda estão sendo ouvidos e o caso continua em investigação.