Júri absolve morador da Quarta Divisão acusado de atropelar e matar ciclista

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O Tribunal do Júri do Fórum de São Bernardo absolveu nesta quinta-feira (17), o motorista Lucas Lopes Chaves, de 31 anos, acusado de atropelar e matar o jovem Victor Hugo Ribeiro Gonçalves, de 23 anos, na Rodovia Índio Tibiriçá. O julgamento durou cerca de 11 horas, e o júri entendeu que não havia provas suficientes do crime. Lucas é morador da Quarta Divisão, em Ribeirão Pires.

De acordo com as informações do Diário do Grande ABC, após a decisão o juiz Fernando Martinho de Barros Penteado determinou a soltura do acusado, que estava detido desde junho do ano passado no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá.

O acidente aconteceu em fevereiro de 2022, quando um carro Hyundai/HB20, na cor branca, atingiu duas vítimas que trafegavam pelo acostamento. Na época, Victor faleceu no local e um segundo ciclista sofreu ferimentos graves, mas se recuperou. No julgamento, as testemunhas de acusação alegaram que Lucas estava participando de racha com outro indivíduo, não identificado até o momento, e que conduzia o carro GM/Montana, de cor vermelha. Eles também afirmara que o motorista trafegava entre 100 a 120 km por hora. A rodovia possui limite máximo de 40 km por hora.

O acusado foi denunciado pelo MP-SP (Ministério Público de São Paulo) por homicídio qualificado (por motivo fútil e por causar perigo comum), além da tentativa de homicídio contra o segundo ciclista. No entanto, por quatro votos a três, eles foi inocentado de todas as acusações. Lucas afirma que na ocasião, foi atingido por outro veículo e o impacto o fez perder o controle do carro, atingindo acidentalmente os ciclistas.

Os familiares e amigos de Victor Hugo acompanharam o julgamento. A mãe da vítima, Edilsa Sebastiana Borges, de 47 anos, afirmou estar em choque com a decisão. “Tamanha injustiça foi gritante aos nossos olhos. Nunca buscamos vingança, e sim justiça, para provar que a vida do Victor teve e tem muito valor”, disse. Edilsa pretende contratar um advogado para recorrer da decisão.

Victor Hugo cursava faculdade de engenharia e deixou a mãe, um irmão mais velho, Jonatha Ribeiro Gonçalves, 28, e a noiva, Vitoria Fernandes, 22, com quem estava de casamento marcado.