Em Rio Grande da Serra, os vereadores Marcelo Akira (Podemos), Elias Policial (Podemos), Roberto Contador (Avante) e Zé Carlos (Cidadania) entraram na Justiça apontando suposta irregularidade na licitação da prefeita, Penha Fumagalli, no contrato de uma das empresas que atua na construção do Terminal Rodoviário.
De acordo como documento protocolado na Justiça pelos parlamentares – que pertencem a oposição – uma nova empresa foi contratada, enquanto o contrato da antiga empreiteira ainda estava vigente. “No momento em que estava acompanhando os trabalhos das obras da rodoviária, percebi, na semana passada, que outra empresa chamada Viaprecisa foi contratada, mas o contrato da outra empreiteira ainda continua vigente como constatei pessoalmente na COPEL. Depois que a prefeita gravou um vídeo no local falando que iria contratar uma empresa para fazer o reforço do solo para entrada de um guindaste, achei suspeito porque o guindaste já entrou no local para colocar outras estruturas e não precisou de reforço no solo”, afirmou o vereador Akira.
A representação tenta barrar a licitação da empresa em questão, enquanto a outra continua executando o serviço. “Obtivemos dificuldades de entender a justificativa não comprovada da nova licitação para o mesmo objeto. Além de que, na segunda contratação da citada etapa, a suspeita trata-se de duplicidade de itens”, justificam os parlamentares na ação judicial.
Eles também alegam que, não identificaram a real motivação para uma nova contratação, nem os apontamentos técnicos que levaram a administração a fazê-la nesse momento.
Por fim, caso o pedido seja acatado pela Justiça, haverá interrupção em parte das obras até que tudo seja apurado. A Prefeitura não se manifestou sobre o ocorrido.


