Acusados de encomendar morte de estudante em RGS vão a júri popular

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A Justiça levará a júri popular na próxima semana, dia 19, Hernani Goulart da Mota Silva e seu Primo Jonathas Mota Pires que estão presos e são acusados de planejar a morte do estudante de engenharia Yuan Pereira Santos, de 22 anos. Um terceiro envolvido ainda não foi identificado.

O crime aconteceu em abril de 2018, na casa onde a vítima morava com a família no bairro Parque do Governador, em Rio Grande da Serra e teria sido motivado por ciúme. Homens armados entraram na residência e atiraram três vezes contra Yuan. Dois tiros acertaram o rapaz, que morreu dias depois. Já o terceiro tiro acertou a mão da mãe da vítima, Andreia Pereira, que perdeu o movimento de um dos dedos.

Inicialmente o caso foi registrado como latrocínio, mas após um período, a polícia de Rio Grande da Serra identificou que o crime teria sido encomendado. O assassinato ocorreu após a esposa de Hernani, Nayara Santos, confessar ao marido que viveu uma relação extra-conjugal com Yuan. Na época eles trabalhavam juntos na ACIARP (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Ribeirão Pires). Alguns dias depois, a mulher se arrependeu e contou ao marido sobre a traição que enfurecido chegou a quebrar os vidros do carro da vítima.

Hernani e Jonathas irão a júri popular no dia 19.

Além de Yuan, Andreia também perdeu sua filha em 2020 para um câncer. O rapaz estava realizando testes e exames para ser doador da irmã, mas acabou sendo assassinado. “Eu não confio totalmente que eles vão ser condenados, tenho medo que eles sejam soltos porque são muito perigosos, por isso peço a Deus que se faça justiça. Meu filho tinha só 22 anos, fazia engenharia, trabalhava, não tinha vícios, estava noivo com planos de se casar e ia à igreja. Ele era tudo de bom. Como pode alguém matar outra pessoa assim como se fosse uma barata?”, comentou a mãe ao Repórter Diário.

Defesa dos acusados

O advogado Renan Alcântara Motta Coelho, que defende os réus Hernani Goulart da Mota Silva e Jonathas Mota Pires, disse que ambos estão tranquilos e que não tiveram envolvimento no crime. Além disso, o advogado alegou que a acusação não tem provas cabíveis da participação dos acusados.

O processo segue em segredo de justiça. O julgamento está previsto para às 13h do dia 19 e será presidido pelo juiz Heitor Moreira de Oliveira, no Fórum de Ribeirão Pires.