Uma criança de sete anos, moradora de Ribeirão Pires, morreu na última segunda-feira (07), em decorrência de uma hemorragia. Até o momento, o principal suspeito é o pai da criança, que está sendo acusado de maus-tratos.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, na data do ocorrido, o suspeito estava em casa com seus três filhos e enquanto preparava o almoço, pediu para que as crianças fossem arrumar suas coisas. Ele relatou aos policiais que tem a guarda das crianças desde a morte de sua esposa, a cerca de 1 ano e 4 meses.
Segundo o genitor, após algum período ele ouviu o choro do seu filho mais novo e, ao entrar no quarto, notou que seu outro filho estava caído, sem sinais vitais e que havia uma pequena poça de sangue onde ele estava. De imediato, seguiram para o Hospital onde possuí convênio, onde constataram a morte da criança. O pai afirma que não ouviu nenhum barulho de uma suposta queda, e que não haviam produtos nocivos que poderiam ter sido ingeridos pelo menor.
Suspeito da morte
No entanto, no dia seguinte um segundo boletim foi registrado, após um conflito entre o suspeito e o avô da criança, pai da falecida esposa. De acordo com o relato, o avô teria ido até o Instituto Médico Legal (IML) de Santo André, para buscar informações sobre o que teria acontecido com seu neto e responsabilizar o genitor caso ele tivesse culpa na morte da criança. Neste momento, eles acabaram entrando em confronto.
Diante do ocorrido, as autoridades entraram em contato com a médica legista encarregada pelo exame da criança para entender o ocorrido. Segundo a médica, os exames preliminares apontaram que a causa da morte aconteceu em decorrência de uma hemorragia causada por traumatismo interno na região peitoral. Além disso, a conclusão técnica remeteu à morte violenta, porém, ainda não seria possível uma elaboração definitiva enquanto não fossem concluídos os demais exames.
O enterro aconteceu na tarde desta quarta-feira (09), no Cemitério de Ribeirão Pires. Familiares e conhecidos estiveram no local para prestar as últimas homenagens.
Por fim, o caso seguiu para o Setor de Investigações para a realização das apurações acerca do ocorrido. As autoridades alegaram que, até o esclarecimento das circunstâncias que levaram ao óbito da criança, o pai deverá permanecer à disposição da Justiça.


