A inércia dos comandos da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal têm feito a sensação de perigo aumentar enquanto a sensação de segurança cai drasticamente no município.
De acordo com os dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado sobre o número de crimes, comparados com o mesmo período do ano passado, não há uma variação expressiva, nem para mais, nem para menos. Alguns crimes aumentaram, outros diminuíram, mas com variações numericamente baixas.
O que vem chocando os moradores da cidade é a audácia com que os criminosos têm realizado furtos e assaltos. Na semana passada, por exemplo, em plena luz do dia, uma idosa foi alvo de criminosos ao sair de uma agência bancária na região da Vila do Doce. Os criminosos colocaram um pano com um produto químico no nariz e boca da vítima, que desmaiou. Ao perder os sentidos, a mulher teve sua bolsa roubada.
Crimes de saidinha bancária, como esse, já viraram rotina na região central da cidade, mas até hoje não se vê viaturas da Polícia Militar ou da Guarda Civil Municipal pela região nos dias em que idosos recebem os valores de aposentadoria. Também não há notícia se há investigação para saber se existem funcionários dos bancos ligados aos crimes.
Moradores de Ribeirão Pires têm utilizado das redes sociais para denunciar os diversos crimes dos quais são vítimas. Na última semana, moradores do Jardim Alvorada se reuniram para criar estratégias e se ajudarem em caso de alguma situação como esta ocorrer. No bairro, diversos crimes vêm ocorrendo, sem sequer, as forças de segurança comparecem nos locais quando são chamadas.
Procurados, a Prefeitura alegou que a Segurança Pública é dever do Estado. “Orientamos a procurar a Secretaria Estadual de Segurança Pública, responsável pelas Polícias Civil e Militar, para que essa demanda seja respondida” informou. Eles também relataram que, por parte do município, a Guarda Municipal apoia as ações das policias e pode ser acionada a qualquer momento por meio do telefone 4825-2318.
Nesse sentido, entramos em contato com a Polícia Militar, que iria realizar um levantamento sobre os casos, mas até o momento não retornou com os dados da região.
Além disso, entramos em contato com as Instituições Financeiras presentes no município, onde estão ocorrendo os maiores casos de estelionato.
O Mercantil do Brasil lamentou sobre os golpes e informou que os atendimentos são realizados apenas em pontos de atendimento do próprio banco ou em correspondentes bancários autorizados. Também alegaram que investem anualmente em tecnologia para manter a segurança de clientes e mercado, além de sistemas antifraudes e uma área dedicada e exclusiva de investigação.
“O banco investe, anualmente, quase R$ 200 milhões em tecnologia, de forma que clientes e mercado estejam cada vez mais seguros e informados sobre todos os processos e sistemas antifraudes. Mantém, ainda, uma área dedicada e exclusiva à investigação de fraudes – que atua na identificação e aplicação de medidas cabíveis. O Mercantil orienta que, em caso de dúvidas ou suspeitas sobre o atendimento em nome do banco ou em correspondentes bancários, o consumidor entre em contato com as nossas centrais de atendimento antes de compartilhar documentos ou assinar contratos” informou a Instituição.
Dentre as demais agências procuradas, a Caixa Econômica Federal informou que “monitora seus produtos e serviços atua em conjunto com a Polícia Federal e demais órgãos de segurança pública na identificação e investigação de casos suspeitos, assim como na prevenção de fraudes e golpes”.
“O banco orienta que os cidadãos utilizem única e exclusivamente seus canais oficiais para buscar informações e acesso aos serviços, jamais compartilhando dados pessoais, usuário de login e senha. Senhas e cartões são pessoais e intransferíveis
O banco informa que, em caso de movimentação não reconhecida pelo cliente, é possível realizar pedido de contestação em uma das agências do banco, portando CPF e documento de identificação. As contestações são analisadas por equipe especializada e, para os casos considerados procedentes, o valor é ressarcido” finalizou.
Já o Banco do Brasil não respondeu a demanda até o momento.


