Varíola dos macacos: primeira morte é confirmada no país

Publicidade

Nesta sexta-feira (29), o Ministério da Saúde confirmou a primeira morte em decorrência da varíola dos macacos no Brasil. Trata-se de um homem de 41 anos, que já tratava outras doenças, incluindo um câncer.

De acordo com as informações, o paciente estava internado em um hospital público de Belo Horizonte. Segundo o ministério, ele faleceu após sofrer um choque séptico, agravado pela varíola dos macacos. As secretarias de Saúde de Minas Gerais e Belo Horizonte ainda não se pronunciaram sobre o caso.

Até o momento, o Brasil registra 978 casos da doença. O estado de São Paulo lidera com 744 pessoas infectadas com a varíola dos macacos. O Rio de Janeiro contabiliza 117 casos, seguido de Minas Gerais com 44, Paraná com 19, Goiás 13, Bahia cinco, Ceará quatro, Rio Grande do Sul três, Rio Grande do Norte dois, Espírito Santo dois, Pernambuco três. Já o Tocantins, Mato Grosso e Acre registram um caso cada, enquanto Santa Catarina tem quatro e no Distrito Federal 15 pacientes com a doença.

Na última semana, a região do ABC registrava 26 casos da doença. Das sete cidades, São Bernardo lidera com 15 pacientes internados. Santo André, Diadema e São Caetano também registraram ocorrências. No entanto, todos os casos são autóctones (transmissão local), e os pacientes não possuem histórico de viagem para o exterior.

Emergência Global de Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS), decretou no último sábado (23) emergência global de saúde por conta da varíola dos macacos. Contudo, a decisão ocorreu sem consenso do Comitê de Emergência, mesmo após um mês discutindo sobre o tema. A medida surgiu devido ao grande número de casos confirmados.

Sintomas

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão. A erupção geralmente se desenvolve pelo rosto e depois se espalha para outras partes do corpo.

Nesse sentido, a erupção cutânea passa por diferentes estágios e pode se parecer com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, que depois cai. Quando a crosta desaparece, o paciente deixa de infectar outras pessoas. A diferença na aparência com a varicela ou com a sífilis é a evolução uniforme das lesões.

Transmissão

Entre humanos, a transmissão ocorre principalmente por fluidos corporais, gotículas ou materiais contaminados. Pessoas que apresentarem os sintomas devem procurar a unidade saúde ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima.