A Organização Mundial da Saúde (OMS), decretou no último sábado emergência global de saúde por conta da varíola dos macacos. A decisão ocorre sem consenso do Comitê de Emergência, mesmo após um mês discutindo sobre o tema.
Nesse sentido, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, decidiu emitir a declaração. Ele afirmou que decidiu declarar emergência de saúde pública de alcance internacional, devido ao grande número de casos confirmados, mas que com as ferramentas certas, será possível controlar o vírus.
Na última quinta-feira (21), segundo o Our World in Data, existem 15.510 casos no mundo. Já no Brasil, o Ministério da Saúde confirmou na última sexta-feira (22) 607 casos de varíola dos macacos no país. São Paulo lidera os números com 438 pacientes infectados, seguido pelo Rio de Janeiro com 86 e Minas Gerais com 33.
Na última semana, a região do ABC registrava 22 casos da doença. Das sete cidades, São Bernardo lidera com 11 pacientes internados. Santo André, Diadema e São Caetano também registraram ocorrências. Todos os casos são autóctones (transmissão local), e os pacientes não possuem histórico de viagem para o exterior.
Sintomas
Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão. A erupção geralmente se desenvolve pelo rosto e depois se espalha para outras partes do corpo.
Nesse sentido, a erupção cutânea passa por diferentes estágios e pode se parecer com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, que depois cai. Quando a crosta desaparece, o paciente deixa de infectar outras pessoas. A diferença na aparência com a varicela ou com a sífilis é a evolução uniforme das lesões.
Transmissão
Entre humanos, a transmissão ocorre principalmente por fluidos corporais, gotículas ou materiais contaminados. Pessoas que apresentarem os sintomas devem procurar a unidade saúde ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima.


