A Câmara de Rio Grande da Serra realizou na última terça-feira (19), a reunião da CEI (Comissão Especial de Inquérito) com objetivo de definir datas e nomes dos primeiros convocados para prestar depoimentos. Contudo, não houve um acordo entre os três integrantes do bloco.
A Comissão irá apurar supostos pagamentos, realizados pelo ex-secretário de Governo, Admir Ferro (PSDB), durante a gestão de Claudinho da Geladeira (PSDB), ao ex-chefe de assessoria do Legislativo, Gabriel Campagnoli. As divergências ocorreram após o presidente e o relator da CEI, respectivamente Elias Policial (Podemos) e Roberto Contador (Avante), defenderem encaminhar requerimentos à delegacia do município e à Seccional de Santo André para solicitar todos os inquéritos relativos ao caso.
No entanto, o proponente da instalação da comissão e integrante do grupo, vereador Marcelo Cabeleireiro (PSD), apontou que a Câmara já possui toda a documentação necessária. Segundo o parlamentar, o material tem potencial para amparar a investigação e permitir agilidade ao processo de apuração a partir das oitivas.
Ainda de acordo com a ata da reunião, Marcelo propõe a convocação do prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB), responsável por indicar o nome de Admir Ferro para o cargo de secretário de Governo do também tucano Claudinho da Geladeira.
Instalação da CEI
A Câmara aprovou, por dez votos a três, a instalação da CEI com objetivo de apurar as denuncias feitas por Gabriel Campagnoli durante delação ao MP-SP (Ministério Público de São Paulo). No documento, o ex-funcionário confessou ter mentido após receber dinheiro de Admir Ferro, com a intenção de prejudicar os parlamentares nas comissões de cassação do ex-prefeito.


