Polícia Civil realiza busca e apreensão na Câmara de RGS após denúncias de ex-funcionário

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A equipe do GOE (Grupo de Operações Especiais), da Polícia Civil, realizou na última sexta-feira (10) uma operação de busca e apreensão na Câmara de Rio Grande da Serra. A ação aconteceu após suspensão dos processos de impeachment contra o prefeito, Claudinho da Geladeira (PSDB), e motivada por denúncias de um ex-funcionário da Câmara, em relação ao presidente, Charles Fumagalli (PTB).

Nesse sentido, houve a instauração de um inquérito para investigar possíveis crimes relacionados a falsificação de documentos, falso testemunho, tentativas de burlar o sistema além de controle interno.

Na última quinta-feira (09), o juíz Alexandre Chiochetti Ferrari, da Vara Única de Rio Grande da Serra, suspendeu os processos contra Claudinho, levando em consideração o depoimento do ex-assessor parlamentar do presidente da Câmara, Gabriel Henrique Afonso Campagnoli, admitindo que teria adulterado os requerimentos protocolados na Prefeitura – o que motivou os processos de impeachment. Além do presidente da Casa, o vereador Marcelo Alves, conhecido como Marcelo Cabeleireiro (PSD), e o advogado Luiz Felipe, também são suspeitos da possibilidade de alteração dos documentos.

De acordo com um trecho do depoimento do ex-funcionário, existia um suposto esquema para adulterar datas, assim, motivando um pedido de impeachment. Dessa forma, Ferrari optou por suspender os processos de cassação contra o gestor municipal, até que a Polícia Civil tivesse uma resposta sobre as buscas. No início de novembro, Claudinho já havia denunciado um suposto crime de falsificação.