Há alguns dias, iniciamos a série de reportagens sobre os vereadores da cidade. Ao todo serão 17 reportagens mostrando o trabalho dos parlamentares municipais. Nos textos, nossos jornalistas também darão a opinião sobre o trabalho de cada legislador. Toda terça e quinta, sairá uma matéria nova. Na última quinta-feira (30), o vereador da vez foi Diogo Manera.
O sétimo parlamentar da lista é o vereador Edmar Oldani (PSD). Oldani teve um mandato anterior, entre 2016 e 2020, e colecionou algumas polêmicas. Em 2018, ele teria tentado proibir a entrada de jornalistas na Câmara, após um desentendimento com outro vereador, e em outra situação, afirmou durante um evento que a função de um vereador era ‘distribuir cesta básica e pedir cancelamento de multas para os munícipes’, o que acabou gerando um certo desconforto.
Levando em consideração seu mandato anterior, percebemos que Edmar não produziu grandes feitos na cidade, tendo apenas duas leis que podemos chamar de ‘interessantes’, aprovadas no ano passado. Uma delas é a lei 6.459, que dispõe sobre a Divulgação na Internet dos medicamentos oferecidos gratuitamente pela Secretaria Municipal de Saúde no site da Prefeitura. Basicamente, um informativo sobre a disponibilidade ou a falta de um medicamento. Já a segunda lei nº 6.465, institui o Programa Proteção, Direito e Bem-Estar Animal para os alunos da rede Municipal de Ensino Fundamental da Estância Turística. O documento tem como objetivo ensinar sobre a causa animal, seus valores e incentivando sobre. Interessante, pois mais uma vez podemos ver um parlamentar criando propostas relacionadas a causa, sem ter sido eleito utilizando a mesma.
No entanto, analisando os projetos e as leis já aprovadas neste ano, percebemos que o vereador permanece inerte, sem nada interessante para acrescentar à cidade. Uma única lei que nos chamou atenção, foi a de número 6.595, que dispõe sobre a inclusão dos canais de proteção à mulher Vítima de Violência nos sítios eletrônicos da Prefeitura e do Legislativo. Ou seja, para aumentar a divulgação de canais para denúncias. Um ponto positivo, mas ainda é algo tão fraco vindo de um vereador que está em seu segundo mandato e praticamente nada fez.
Com relação aos outros projetos de lei, ficamos intrigados, pois a maioria foram feitos para mudar nomes de prédios, praças e ruas. Mesmo sendo para homenagear pessoas que de alguma forma representaram algo para o município, esperávamos mais de alguém que é pago para resolver problemas da cidade, e que são muitos. Os projetos de lei não agregam em nada e são fracos, assim como o seu mandato. Um deles gerou até uma certa polêmica, sendo ele o projeto que “institui a Política Municipal de Utilização Sustentável dos Veículos de Tração Animal (VTA) e Redução Gradativa do Uso”. Nesse sentido, a população entendeu como se fosse uma forma de “legalizar” os maus-tratos, o que não pegou bem. Por fim, podemos perceber que Edmar é apenas mais um vereador morno, que faz uma coisa ou outra, mas igual a grande maioria, é um funcionário que custa muito caro para o quase nada que produz, e não entende o que de fato a cidade precisa. Será que ele vai completar mais um mandato alterando nomes de praças e ruas, ou começará a agir de verdade?


