Servidor desmente própria versão de fraude na vacinação de Rio Grande

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Funcionário da Câmara de Rio Grande da Serra, Gabriel Henrique Afonso Campagnoli, 23 anos, desmentiu a própria versão dada sobre seu nome aparecer na lista de vacinação. Ele acusava a Prefeitura de ter sido listado sem consentimento. A mudança aconteceu depois de a sindicância feita pelo governo do atual prefeito, Claudinho da Geladeira (PSDB), apontar que não existiu falha no procedimento. A gestão estuda entrar com ação judicial contra o servidor por falsa comunicação de crime.

De acordo com informações, Gabriel Henrique registrou B.O. (Boletim de Ocorrência) contra servidores da Secretaria de Saúde no mês de Junho. Ele alegou que, ao tentar registrar seu CPF para ingressar na fila da vacinação contra a Covid-19, o sistema respondia que o documento já constava na lista do município. De acordo com o calendário do plano estadual de vacinação, ele só tomaria a vacina em outubro.

Contudo, nesta quarta-feira (02) durante sessão da CPI do Fura-fila da vacinação no Legislativo, ele desmentiu a própria acusação. O funcionário voltou a prestar depoimento, sendo questionado com o resultado da sindicância da Prefeitura e alterou todo conteúdo do qual os acusava. Vale lembrar que Campagnoli é assessor direto do presidente da Câmara, Charles Fumagalli (PTB), atual opositor do prefeito e irmão da vice-prefeita Penha Fumagalli (PTB). Na delegacia, ele citou o nome da servidora Rosete Holanda dos Santos como suspeita.

Nesta nova versão, o servidor disse que teve um lapso de memória na época da acusação e que ele preencheu os dados de forma incorreta, quando foi incluir o avô. De acordo com o código penal, a falsa comunicação de um crime pode levar até seis meses de detenção ou multa.

Durante a CPI, o vereador Marcelo Akira (Podemos), criticou o funcionário alegando que ele agiu de má-fé em não relatar a verdade sobre o cadastro. Além disso, o vereador pediu para que Campagnoli faça uma coletiva e desminta o ocorrido, bem como recomendou que Fumagalli reavaliasse a conduta do funcionário. O parlamentar também revelou que, tanto a servidora acusada quanto a Secretaria da Saúde, podem entrar com ações contra o funcionário do legislativo.

Sobre a CPI

A CPI do Fura-fila teve início no semestre passado, por conta do caso de Silvia Maria Rodrigues da Silva, chefe de setor na Secretaria de Serviços Urbanos, que se vacinou em janeiro sem fazer parte do grupo de risco ou estar na linha de frente do combate ao vírus. Até o momento, o governo nega irregularidades e afirma que, apesar do nome contar em outra pasta, a acusada trabalhava para a Secretaria da Saúde na época.