Kiko deixa Prefeitura com mais de R$ 6 milhões em obras paradas

O Diário de Ribeirão Pires apurou a situação das obras paradas da gestão do atual prefeito Kiko Teixeira (PSDB), que serão herdadas pelo prefeito eleito Clóvis Volpi (PL), a partir do próximo mês.

Nossa equipe listou uma série de obras que apresentam problemas dos mais variados. Desde locais que praticamente não saíram do papel, até alguns entregues com problemas ou mal finalizados.

Sendo assim, a situação mais alarmante é a da Saúde. O Complexo Hospitalar de Ribeirão Pires, localizado no bairro Santa Luzia, está com as obras paradas sem previsão para retomada e entrega. Com construção iniciada em 2008 e paralisações em 2013, 2015 e 2017, não existe previsão pra entrega e funcionamento do Hospital. Essa foi uma das principais promessas de Kiko, mas que sequer saiu do papel.

Além disso, na UBS do Parque Aliança, que já deveria ter sido entregue em novembro de 2018, a situação é de total abandono. As obras no local estão completamente paradas, somente com a construção de concreto. É visível que há meses não existe nenhum tipo de avanço no local, tendo em vista que o mato alto toma conta do espaço. Usuários de drogas utilizam o espaço para dormir e consumir tóxicos.

Apesar de ter entregue o Boulevard Gastronômico em agosto deste ano, vários problemas são vistos no local. Um deles é a falta de sinalização, que em vários trechos, não possui pintura onde deveriam ser as faixas elevadas.

Do mesmo modo, a rua Fioravante Zampol está há semanas com blocos de concretos espalhados nas calçadas sem utilização. Buracos abertos no calçamento próximo da Vila do Doce são visíveis pelos pedestres há meses. Questionada em novembro, a Prefeitura disse que estava aguardando repasse do Governo Federal, porém até o momento nada mudou. A pista de caminhada e o Centro de Esportes também estão parados.

Na área da Educação, a construção da creche municipal Katia Regina Carvalho Ribeiro, no Jardim Caçula, também está sem ser finalizada. As quadras das escolas E.M Sebastião Vayego de Carvalho, E.M João Midolla, e E.M Yoshihiko Narita que estavam em obras não foram concluídas em 2020. As construções não finalizadas e paradas durante a gestão de Kiko também serão herdadas pela próxima gestão municipal. Ao todo, mais de 6 milhões de reais foram investidos.

Questionada pela nossa equipe, a Prefeitura não detalhou os motivos nos atrasos e as obras paradas. No entanto, afirmou que os contratos das obras citadas estão vigentes e seguem cronograma de execução para andamento.