A Fábrica de Sal de Ribeirão Pires, ameaçada por projetos de demolição nas gestões anteriores, agora está protegida. Foi oficializado na segunda-feira (26) o tombamento da área pelo Condephaat-SP (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) e, com isso, afastada a possibilidade de o local ser demolido ou entregue à iniciativa privada.
Isso significa dizer que o território passa a ser reconhecido como patrimônio cultural do Estado de São Paulo e está protegida por lei. Dessa forma, quaisquer intervenções devem ser aprovadas pelo Condephaat. O procedimento é válido para todo o perímetro iniciado na esquina Leste da Avenida Humberto de Campos com a Rua Major Cardim, entre a via férrea da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e a Avenida Santo André, onde está o corpo central do edifício e sua chaminé (veja no mapa ao lado).
Ao longo de sua história, a Fábrica de Sal passou por altos e baixos, sendo a fase mais crítica registrada nos últimos três anos. Diante de projeto de demolição da área, em 2016, população e artistas se posicionaram contra a ideia.
Trata-se do terceiro bem público do município tombado, ao lado do Conjunto Ferroviário de Ribeirão Pires (desde 2011) e da Igreja de Nossa Senhora do Pilar (desde 1975).


