Dedé é acusado de fraudar prestação de contas

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Dedé é acusado por voluntários que perderam benefícios. (Foto: Ygor Andrade/DiárioRP)
Dedé é acusado por voluntários que perderam benefícios. (Foto: Ygor Andrade/DiárioRP)

Duas mulheres registraram boletim de ocorrência contra o ex-candidato a prefeito de, Edinaldo de Meneses, o Dedé. Segundo consta no BO, elas teriam sido intimadas pela Justiça Eleitoral, para explicar supostas doações ao político durante a campanha eleitoral. O agravante, é que ambas são beneficiárias do Programa Bolsa Família, do Governo Federal, e em tese, não poderiam realizar as doações, que foram no valor de R$900,00.

As duas famílias, que teriam sido vítimas desta ação do ex-candidato, só ficaram sabendo das “doações”, na segunda-feira pós-eleição, quando as intimações chegaram em suas residências.

“Eu nunca doei nada para a campanha de ninguém. Aliás, eles nos fizeram assinar um contrato de trabalho voluntário, mas nos pagaram o mesmo valor dessa doação que estão me acusando de ter feito.”

– Detalhou uma das denunciantes.

De acordo com as duas mulheres, ambas desempregadas, “as coisas começaram a ficar estranhas, quando pedimos uma cópia do contrato para verificar alguns dados”.

“Eles nos disseram que não havia necessidade. Eu pedi para sair por que tenho filho pequeno e preciso cuidar dele. Não havia nenhuma clausula contratual informando que caso alguém saísse, teria que pagar uma multa no valor de 900 reais. Eles alegaram depois, que essa multa seria depositada em forma de doação.”

– Descreveu a segunda vítima.

Ainda segundo as vítimas, havia um grupo no aplicativo WhatsApp onde algumas pessoas que trabalharam na campanha de Dedé conversavam. Elas informaram que em um rápido bate-papo, fora dito que outras 22 pessoas teriam recebido a intimação. Um dos assessores de Dedé, Robson Hilário dos Santos, teria recolhido parte das intimações prometendo que uma advogada resolveria o problema, no entanto, um mês após as eleições, os benefícios do Programa Bolsa Família ainda estão bloqueados.

Questionada sobre sua defesa em relação a perda de seu benefício, uma das denunciantes disse que “não tem condições de pagar um advogado para sua defesa”.

“Nós somos pobres, moço. Não tenho chance de bater de frente com um homem poderoso como ele (Dedé)”.

O Diário de Ribeirão Pires tentou contato com o político, por meio de ligações telefônicas, mas até o fechamento desta edição, não conseguiu localizá-lo.

Outros Casos

Segundo publicação do site G1, em Ipuã, interior de São Paulo, um caso parecido também aconteceu. Francine Francuise Grupo, desempregada e mãe de três filhos, participou como voluntária da campanha do prefeito reeleito José Francisco Ávila (PMDB) e recebeu cerca de R$ 150 para colar adesivos em carros de pessoas que participaram de eventos políticos durante três noites.

No entanto, a moradora foi registrada como uma doadora da campanha e perdeu o benefício do “Bolsa Família. Contudo, ela garante que não realizou nenhuma doação à campanha e que apenas assinou um documento que foi informado a ela que era apenas um recibo, e que não iria prejudicá-la.

A defesa de Ávila negou as acusações e disse que Francine não recebeu qualquer valor já que atuou como voluntária.