Os funcionários que denunciaram supostas irregularidades na Escola Paulo Freire viraram réus em processo administrativo promovido pela chefe da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, Sonia Garcia.
No processo, Sonia acusa os servidores de incitar greve, ofender colegas e desrespeitar ordens, o que os réus desmentem. Segundo os funcionários, eles e alguns colegas são vítimas de perseguição após terem feito críticas à Prefeitura em redes sociais:
“Nunca ofendi ninguém, muito menos pelas redes sociais”
– disse Joelma dos Santos, ré no processo.
Ainda segundo os funcionários, uma outra funcionária da Secretaria, próxima de Sônia, estaria assediando moralmente servidores da escola:
“Às vezes, a gente chama ela pelo nome e ela diz ‘sou doutora pra você’.”
– revelou Joelma.
Outra denúncia feita no processo pela Secretária Sonia, é de que os funcionários teriam, durante protesto, jogado sacos de feijão nos vereadores. Os servidores também rebateram:
“Ninguém chegou jogando feijão, não. Foi pedido licença e os sacos, distribuídos sob a mesa dos vereadores.”.
Dois dos funcionários da escola chegaram a ser remanejados de secretaria após denunciarem irregularidades para um jornal da cidade. As outras secretarias, porém, chegaram a recusar os funcionários porque não tinham vagas e não precisavam deles:
“Tive que usar minhas férias e banco de horas para esperar essa situação se resolver. Na próxima segunda, eu volto para o trabalho e nem sei onde vou trabalhar ainda”
– concluiu.
Questionados pela equipe do DiárioRP, os funcionários afirmaram estar com a consciência tranquila, e que a justiça será feita.
“Não fizemos nada do que estão nos acusando. Apenas exerci o meu direito.”
– concluiu Paul Zagarolo, outro funcionário acusado.
Através da assessoria de imprensa, a Prefeitura afirma que todas as denúncias serão apuradas no processo administrativo. Na nota, diz que
“O caso como um todo será apurado de acordo com as normas legais da Administração. Os servidores em questão estão em fase da garantia de prática do direito à ampla e irrestrita defesa.”.
Relembre o caso:

Em abril, servidores protestaram na Câmara Municipal de Ribeirão Pires pedindo a melhoria da cesta básica dada pela Prefeitura. Na ocasião, também cobraram aumento do salário.
Alguns servidores aproveitaram para levar pacotes de feijão da cesta. O protesto gerou diversas reações por parte dos vereadores e público presente. O vereador Rubão chegou a ser flagrado ironizando o protesto dos servidores e discutiu com um deles. Veja o vídeo clicando aqui.


