Para Tribunal, não há motivos para barrar licitações. (Foto: Guilherme Duarte/DiárioRP)

A Prefeitura de Ribeirão Pires passa por um verdadeiro entrave jurídico-político. Diversas licitações vêm sendo questionadas no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). No entanto, os pedidos soam suspeitos. Eduardo Bello Visentin é morador de Itanhaém, no litoral de São Paulo, mas é o principal responsável pelas medidas, já que é o advogado que vem contestando as ações. Em matéria publicada no Jornal Diário do Grande ABC, o advogado é colocado como suspeito já que apenas estaria barrando licitações nas cidades de Ribeirão Pires e São bernardo do Campo, administradas por Adler Teixeira, o Kiko (PSB) e Orlando Morando (PSDB), respectivamente. Kiko e Morando fazem parte do mesmo grupo político regional, que tem o PPS como oposição, partido dos derrotados nas urnas Dedé da Folha em Ribeirão Pires e Alex Manente, na outra cidade.

No entanto, as ações do advogado parecem estar caminhando para o fracasso de seus objetivos, já que, esta semana, os Conselheiros Dimas Eduardo Ramalho e Renato Martins Costa negaram liminar para cancelar quatro licitações, conforme vinha pedindo o advogado, suspeito de ter ligações com o partido da oposição. Para os conselheiros do Tribunal de Contas, não há indícios de irregularidades que justifiquem a emissão de liminar para paralisar os processos licitatórios.

Para o prefeito de Ribeirão Pires, os processos são suspeitos:

“Vemos uma pessoa, que não é parte nos processos, não é morador de nenhuma das duas cidades, mas mesmo assim, iniciou uma série de ataques contra licitações de ambas, que têm histórias políticas tão parecidas, O estado de São Paulo tem mais de 600 cidades. Porque apenas estas duas?  Felizmente o Tribunal se atentou e a imprensa local também já denunciou o caso. Na minha opinião é desumano afinal são licitações importantes, da área da saúde. Esta não é a motivação que deve nortear a administração pública.”

-Disse o prefeito Ribeirão-Pirense.

Visentin não foi encontrado para comentar o caso.