Volpi fica inelegível por oito anos

O ex-prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (sem partido) teme a confirmação de sua inelegibilidade em sessão realizada na Câmara Municipal da cidade na última terça-feira (24).

As contas do ex chefe do executivo, relativas ao ano de 2012 foram considerada ilegais pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que apontou diversas irregularidades realizadas pelo ex-prefeito. Em resumo, o relator do processo, Antônio Roque Citadini, apontou diversas falhas na prestação de contas de Clóvis. Segundo Citadini, por exemplo, o ex-chefe do Executivo deixou inúmeras situações que fazem com que as contas sejam rejeitadas. O não pagamento do IMPRERP (Instituto Municipal de Previdência de Ribeirão Pires), – responsável pelo pagamento da aposentadoria dos funcionários públicos -, nos meses de agosto e dezembro, e também a 2ª parcela do 13º, não ter pago a empresa Lara, responsável pela coleta de lixo, além da Apraespi, Eletropaulo e INSS (meses de Outubro e Dezembro e 13º). O relatório ainda apontou a dívida de quase 40 milhões deixada por sua gestão, além de falhas no fundo dos Bombeiros, não ter pago precatórias e aumentado as despesas da cidade no último semestre de mandato e uma acusação de um suposto esquema para desvio de dinheiro da Saúde.

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal de Contas não pode mais deixar prefeitos inelegíveis, cabendo às Câmaras Municipais a decisão final, o que ocorreu na última sessão em Ribeirão Pires. Para se livrar da condenação, Volpi precisava de 12 votos contra o parecer técnico do Tribunal, mas só obteve oito vereadores a seu favor e contra a equipe técnica do Tribunal de Contas do Estado, ou seja, agora Clóvis Volpi teve seus direitos políticos cassados e está inelegível por oito anos. Apenas os vereadores Anselmo Martins (PR), Arnaldo Sapateiro (PSB), Gê do Aliança (PSC), Prof Paulo Cesas (PMDB) Zé Nelson (PMDB), Silvino Castro (PRB), Banha (PPS) e João Lessa (PSDB) votaram pela absolvição do ex-prefeito. Todos os outros vereadores foram favoráveis. Agora, Clóvis tenta uma manobra jurídica para tentar anular a decisão da útima sessão.

Notícias relacionadas: