Prefeitura não cumpre ordem judicial em RP

Falta de medicamentos tem sido constante na atual gestão. (Foto: Ygor Andrade/DiárioRP)
Falta de medicamentos tem sido constante na atual gestão. (Foto: Ygor Andrade/DiárioRP)
Falta de medicamentos tem sido constante na atual gestão. (Foto: Ygor Andrade/DiárioRP)

Os ribeirão-pirenses vivem uma verdadeira batalha para ter os recursos básicos na Saúde da cidade. São várias as reclamações por falta de estrutura, atendimento precário, falta de médicos e também de medicamentos.

Em março de 2016, uma moradora teve de pedir ajuda para emissoras de televisão para conseguir remédios que a Prefeitura não fornecia fazia tempo. Celso Russomano, na época, chegou a cobrar o prefeito Saulo Benevides (PMDB) ao vivo em rede nacional. Entretanto, mesmo com a “bronca”, o descaso não deixou de acontecer na cidade.

O marido de Marina Faustino é epilético e precisa de uma série de remédios para se manter vivo. Desde 2009, ela possui um mandado de segurança para que os medicamentos sejam entregues pelo poder público. Contudo, desde 2015, obter os remédios virou uma verdadeira batalha.

“Desde que o atual prefeito entrou, a situação piorou muito. Nós sempre recebemos as medicações de maneira picada. Mas, de uns meses para cá, tudo ficou ainda pior. Nós conseguimos nos manter por conta de doações de remédios.”

– Contou a munícipe que ainda relatou descaso de funcionários da Saúde da cidade, que se referem aos medicamentos como “coisinha”.

“Teve uma vez que liguei para saber se o medicamento havia chegado e me disseram que sim. Quando fui buscar, fui informada que já havia acabado.”

– Criticou. Ela ainda contou que procurou por jornais da região para contar sobre o que está acontecendo, no entanto, foi informada que não poderiam publicar reportagem se não houvesse uma posição oficial do Paço.

Ciente da situação, o vereador Gabriel Roncon (PTB) alertou que vai levar o caso ao MP.

“Mais uma vez vemos a população sendo mal tratada. Reuni todos os documentos necessários e vou levar este caso ao Ministério Público.”

– Disse.

Consultada, a Prefeitura esclareceu que:

“Conforme reunião entre o Secretário de Saúde, Gerson Constantino e os fornecedores, a previsão para normalização completa do serviço de medicamentos está prevista até dezembro. Sobre a falta de medicamentos, existem alguns atrasos com fornecedores e por conta disso, os remédios estão em falta, contudo, a reposição está sendo realizada aos poucos, para que todos os munícipes possam ser atendidos.”

– Informou o órgão através de Nota à Imprensa.

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